O tempo para quem tem tempo é um escolha complicada, quando não se tem sempre há uma lista de prioridades nunca resolvidas, é fato que quem trabalha e é mãe/dona de casa/marido de aluguel de si mesma, e cumpre jornada de trabalho oito horas é pouco tempo para si, no salão ( escolhe entre fazer cabelo ou unhas), médico ( fim ou começo do dia), compras elétricas ,no supermercado uma hora e meia no máxima, reunir as amigas se der tudo certo rola poucas vezes no mes . A vida é sorvida em intervalos. Ir ao shopping, estacionar, escolher o que vai aonde vai , e depois compar é uma maratona. Sempre o tempo está roubando algo. Agora que o tempo está a meu favor bateu um branco mental por onde começar a usar este bendito. . Dormir á tarde é rejuvenecedor, depois café pausado em casa mesmo, de filtro, marca boa, zapear pelos canais que a tv a cabo oferece e então quando encontrar o que desejar é um deleite. Tem canal para todo gosto, e quando me sento numa poltrona confortável só me lembro de um filme de ficção que o enredo versava sobre mortes escolhidas em salas com grandes telas e belas imagens em belas poltronas. O sofrimento da dor, do fim inexistia se escolhia o queria assistir e um gás lentamente cumpria esse papel. Mórbido talvez, mas até isso eu me lembro porque tenho tempo para remexer caixas, caixotes, ativar as memórias . Quando não se tem mais a obrigação de estabelecer os mesmos dialógos profissionais , receber os mesmos e-mails contando as novas velhas histórias não necessita-de de relógio para fracionar o tempo. Aqui tem inúmeros relógios acidentais até o antiguíssimo relógio de braço de modelos variados. Bem, estou começando a usar meu tempo esquecendo as horas, comedidamente é verdade porque após o automatismo de tantos anos, descompactar é necessário. Mas de uma coisa tenho certeza, o tempo é meu e de mais ninguém. É o meu começo ... enquanto isso acho que vou aprender andar de bicicleta , e depois quem sabe ...

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